Escrever como quem não tinha mais nada a fazer, esse foi o único modo que encontrou para finalmente dar rumo aos tantos pensamentos soltos.
Muito soltos. Desconexos, ela pensava. Às vezes tolos. Outras vezes harmoniosos.
Sentia a vida lhe tomando as palavras, capturando cada letra, ponto e vírgula que antes eram somente dela.
- Ah, vida, sua ladra louca!
Assim não seria possível nunca escrever!
Deixe-me em paz! Só, aqui com meus pensares.
Não preciso da sua urgência me atropelando.
Sentou-se. Papel e lápis.
Olhou para o céu. Não tinha céu, só um muro.
Cuspiu a dor no papel.
Não havia muito mais a fazer.
A ladra louca já estava lá a olhar pela janela.
Thaís Gischkow - 11/01/2018


Ótimo !
ResponderExcluirOba!! Obrigada, Serginho da Bronze!! Hehe, fico feliz de teres gostado pois conheço bem teu rigoroso senso crítico.
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